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INSTRUÇÕES PARA O ESTUDO DA ALOPÉCIA EM CORTES TRANSVERSAIS
Prezado Dermatologista, Como é do seu conhecimento, o estudo das alopécias vem se modificando significativamente desde o advento da metodologia de cortes histológicos transversais. Este método permite uma avaliação mais detalhada, uma vez que, ao examinar um corte transversal, é possível estudar em um punch de 4 mm, um total entre 25 a 35 foliculos pilosos em um só preparado histológico, ao contrário dos cortes longitudinais clássicos que permitem visualizar apenas 3 ou 4 estruturas, necessitando-se numero muito grande de cortes para que se obtenha a mesma quantidade de informações. Além disto, a técnica permite a avaliação da distribuição pilosa em tipos de pelos (terminais, intermediários ou velos) e em fases do ciclo (anágeno, catágeno e telógeno). Desta forma, é possível determinar com maior acurácia o tipo de alopécia, sobretudo naquelas em que o não se altera o número, mas sim o tipo de pelo envolvido no processo de perda capilar (p.ex. alopécias androgenéticas e eflúvio telógeno).
Vimos recebendo em nosso laboratório uma quantidade cada vez maior de solicitações para estudo da distribuição pilosa em casos de alopécia, razão pela qual o estamos procurando para que, com algumas instruções simples, possamos oferecer melhor qualidade de diagnóstico, como segue:
1. A biópsia deve ter um diâmetro mínimo de 4 mm (punch), devendo sempre atingir boa quantidade de tecido adiposo: Biópsias menores não permitem conclusões adequadas, pois há poucos foliculos pilosos que poderão não ser representativos da patologia em questão. É no tecido adiposo que se encontram os bulbos pilosos de foliculos terminais, razão pela qual, para melhor avaliação, deve-se incluir a hipoderme na biópsia.
2. Informe de forma bem visível, no pedido médico que se trata de estudo de alopécias, para que o patologista seja alertado de que o processamento de corte seja modificado para adequar-se a este estudo: Pelo procedimento normal, os cortes são feitos no eixo longitudinal da biópsia, o que não permite recuperar mais o tecido já seccionado para processá-lo de forma transversal.
3. Forneça informações clínicas, propondo uma hipóstese diagnóstica.
4. Quando bem preparados os cortes ficam com a imagem que se segue:
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